Novas sedes corporativas: o que as empresas estão projetando?

Grandes empresas estão criando, ampliando e reformulando suas novas sedes corporativas. Mas esses novos projetos não representam apenas mais metros quadrados, mesas ou salas de trabalho.

O escritório contemporâneo está sendo pensado para diferentes formas de trabalhar, colaborar, aprender, apresentar e se conectar. Em vez de um conjunto de estações fixas e algumas salas fechadas, surgem ambientes mais diversos, flexíveis e integrados à tecnologia.

Essa transformação acompanha um cenário no qual não existe um único modelo de trabalho. Enquanto algumas empresas ampliam a presença física, outras mantêm diferentes níveis de flexibilidade, fazendo com que os espaços corporativos precisem responder a estratégias distintas.

Nesse contexto, novas sedes passam a combinar salas de reunião, ambientes colaborativos, espaços componíveis, auditórios, áreas de convivência e estruturas para videoconferência profissional.

Por que as novas sedes estão deixando o escritório tradicional para trás?

O escritório tradicional foi estruturado, em grande parte, para acomodar pessoas em posições fixas durante a jornada de trabalho. Porém, a rotina corporativa atual envolve atividades muito diferentes entre si.

Uma equipe pode passar parte do dia em uma reunião, depois trabalhar individualmente, participar de um treinamento e, mais tarde, realizar uma apresentação para pessoas que estão em outra cidade.

Por isso, o projeto da sede precisa considerar como os espaços serão utilizados, e não apenas quantas pessoas precisam ser acomodadas.

A arquitetura corporativa contemporânea também passou a valorizar hospitalidade, cultura, convivência e diferentes experiências dentro do escritório. Ambientes silenciosos, áreas colaborativas, cafés, lounges, bibliotecas e espaços para encontros informais aparecem como partes de uma estrutura mais diversificada.

Essa mudança não significa que as empresas estejam abandonando o trabalho individual. O movimento é justamente contrário: criar diferentes ambientes para diferentes necessidades.

Quais ambientes estão ganhando espaço nas novas sedes corporativas?

Uma sede moderna pode reunir diversos tipos de espaços, cada um projetado para uma finalidade específica. A combinação depende do perfil da empresa, da quantidade de usuários e das atividades realizadas.

Salas de reunião de diferentes capacidades

Nem toda reunião precisa acontecer em uma sala grande. Por isso, novas sedes tendem a combinar ambientes para diferentes quantidades de participantes e níveis de formalidade.

Salas menores podem atender reuniões rápidas, enquanto espaços maiores podem receber equipes completas, clientes, parceiros ou executivos.

A tecnologia também precisa acompanhar essa variedade. Uma sala para quatro pessoas pode ter necessidades diferentes de câmera, áudio e display em comparação com um ambiente para 20 participantes.

Salas componíveis e ambientes flexíveis

As salas componíveis permitem modificar a configuração do espaço conforme a necessidade. Divisórias móveis podem transformar dois ambientes menores em uma sala maior para treinamentos, apresentações ou reuniões ampliadas.

Essa flexibilidade também precisa existir na infraestrutura tecnológica. Áudio, vídeo, microfones, câmeras, displays e sistemas de controle devem funcionar em diferentes configurações do ambiente.

Quando a sala pode ser dividida ou integrada, o projeto precisa prever esses cenários desde o início. Caso contrário, a arquitetura pode ser flexível, mas a tecnologia continuará limitada a uma única configuração.

Auditórios e espaços para apresentações

Grandes sedes também podem incorporar auditórios corporativos para eventos internos, treinamentos, apresentações, reuniões ampliadas e encontros híbridos.

Nesses ambientes, a tecnologia precisa acompanhar a distância entre participantes, apresentadores e público. Captação de áudio, câmeras, displays, painéis, compartilhamento de conteúdo e videoconferência precisam funcionar como partes de uma mesma estrutura.

O objetivo não é simplesmente instalar mais equipamentos. É criar um ambiente que possa atuar com facilidade em diferentes formatos de evento.

Espaços colaborativos e de convivência

Cafés, lounges, work-cafés, terraços, bibliotecas e áreas de convivência também aparecem com maior frequência nos projetos corporativos contemporâneos.

Esses ambientes ajudam a criar pontos de encontro que não dependem de uma reunião formal. A arquitetura passa a considerar também os momentos de interação espontânea entre pessoas e equipes.

Alguns desses espaços podem receber recursos tecnológicos para apresentações rápidas, colaboração, compartilhamento de conteúdos ou reuniões informais.

Salas de treinamento e ambientes multifuncionais

Treinamentos, workshops, onboarding e capacitações exigem uma estrutura diferente de uma reunião convencional.

Um ambiente desse tipo pode precisar combinar câmera, áudio, displays, compartilhamento de conteúdo e participação remota. Dependendo da configuração, também pode ser necessário registrar ou transmitir a atividade.

Por isso, salas multifuncionais precisam ser projetadas considerando não apenas o mobiliário, mas também as diferentes formas de utilização.

Ambientes para concentração

Um escritório mais colaborativo também precisa oferecer espaços para atividades que exigem concentração.

Cabines individuais, salas silenciosas e pequenos ambientes de foco podem atender chamadas, trabalhos que exigem privacidade e tarefas que não combinam com áreas abertas.

A diversidade de ambientes permite que o colaborador escolha o espaço mais adequado para cada atividade.

O que o novo escritório do Nubank mostra sobre essa transformação?

O novo escritório do Nubank em Pinheiros, São Paulo, é um exemplo recente dessa mudança na concepção das sedes corporativas.

O Capote 210 possui 15 mil m² e capacidade para 1.300 estações de trabalho. O espaço reúne Research Lab para cocriação de produtos com clientes, Centro de Saúde, Game Room, áreas de descompressão, escritórios modulares, salas de reunião e cabines telefônicas temáticas.

A expansão faz parte de um plano anunciado pelo Nubank de investir mais de R$ 2,5 bilhões em infraestrutura no Brasil ao longo de cinco anos. A companhia também prevê novas unidades no Rio de Janeiro, Campinas e Belo Horizonte, além da expansão de sua estrutura em São Paulo.

Outro projeto da empresa em São Paulo, o Cyrela Corporate, terá 35 mil m² e capacidade para mais de 3 mil pessoas. O empreendimento também deverá reunir áreas de eventos, serviços, NuCafé, jardim, sala de jogos e biblioteca.

O caso não significa que todas as empresas devam reproduzir essa configuração. Ele ajuda, porém, a visualizar uma mudança importante: uma sede pode ser planejada como um ecossistema de ambientes com funções diferentes, em vez de simplesmente multiplicar estações de trabalho.

Onde entra a tecnologia nesses novos ambientes?

Quanto mais diversificada é uma sede, maior é a importância de integrar a tecnologia ao projeto desde o início.

A transformação digital também está alterando a própria forma como os espaços de trabalho são planejados. A chamada Arquitetura 4.0 envolve processos mais integrados, colaboração, automação, dados e ferramentas digitais, além de modificar a relação entre pessoas e espaço físico.

Na prática, isso significa pensar em conectividade, infraestrutura, acústica, energia, posicionamento de equipamentos e sistemas de comunicação antes da ocupação do ambiente.

Videoconferência como parte da arquitetura

A videoconferência profissional deixou de ser uma necessidade restrita às salas executivas.

Uma sala pequena, um ambiente de treinamento, um auditório ou uma sala componível podem precisar de soluções diferentes para câmera, áudio, displays e compartilhamento.

Por isso, o projeto não deve partir apenas da escolha de equipamentos. É necessário entender a distância dos participantes, o tamanho do ambiente, o layout, a plataforma utilizada e as atividades realizadas.

Em uma sala maior, por exemplo, uma câmera convencional pode não oferecer o alcance ou o enquadramento necessários. Já um auditório pode exigir múltiplos pontos de captura e recursos específicos para apresentações.

Salas inteligentes e automação

A tecnologia também pode simplificar a operação dos ambientes.

Agendamento de salas, controle de equipamentos, videoconferência, displays, compartilhamento e outros recursos podem ser integrados para reduzir a quantidade de procedimentos necessários antes de uma reunião.

A ideia é que a tecnologia esteja presente sem se tornar um obstáculo para o usuário. A arquitetura corporativa contemporânea trata essa integração como uma forma de reduzir atritos e tornar a experiência do escritório mais fluida.

Ambientes preparados para diferentes plataformas

A plataforma de videoconferência também influencia a estrutura tecnológica da sala.

Microsoft Teams, Zoom e outras plataformas podem exigir diferentes arquiteturas, certificações, sistemas de controle e formas de integração. Por isso, a definição da plataforma precisa fazer parte do planejamento da sala.

Em empresas que recebem clientes e parceiros externos, também é importante considerar como participantes de outras plataformas poderão entrar nas reuniões.

Por que salas componíveis exigem uma infraestrutura diferente?

Uma sala componível pode funcionar como dois ambientes independentes durante parte do dia e como um único espaço em outro momento.

Isso cria um desafio específico para a tecnologia: os sistemas precisam acompanhar as diferentes configurações sem tornar a operação complexa.

Imagine, por exemplo, duas salas utilizadas separadamente durante a manhã. À tarde, a divisória é aberta para um treinamento com todos os participantes no mesmo ambiente.

O sistema precisa ser capaz de adaptar áudio, vídeo, displays, câmeras e controle à nova configuração.

Por isso, flexibilidade arquitetônica e flexibilidade tecnológica precisam ser planejadas juntas.

Como projetar uma sede preparada para o futuro?

Uma nova sede pode permanecer em operação por muitos anos, enquanto a forma de trabalho da empresa muda rapidamente.

Por isso, o projeto precisa considerar não apenas as necessidades atuais, mas também possibilidades de expansão e alteração dos ambientes.

Alguns pontos merecem atenção:

  • infraestrutura de rede e conectividade;
  • capacidade de expansão;
  • cabeamento;
  • diferentes capacidades de salas;
  • ambientes multifuncionais;
  • possibilidade de integração entre espaços;
  • equipamentos atualizáveis;
  • gestão centralizada;
  • facilidade de manutenção;
  • suporte às plataformas utilizadas.

A flexibilidade também se torna relevante porque as empresas não estão seguindo uma única estratégia de trabalho. O cenário atual reúne organizações com presença física mais intensa e outras que preservam diferentes níveis de trabalho remoto e híbrido.

Assim, uma sede preparada para o futuro não é necessariamente aquela que possui mais tecnologia. É aquela que consegue se adaptar às necessidades da empresa sem exigir uma reconstrução completa de sua infraestrutura.

O que muda quando tecnologia e arquitetura são planejadas juntas?

Arquitetura e tecnologia podem funcionar como partes de um mesmo projeto.

A acústica, por exemplo, interfere diretamente na qualidade da videoconferência. A posição de uma câmera depende do layout, enquanto displays, microfones e outros equipamentos precisam ser compatíveis com o mobiliário e a circulação.

Quando esses elementos são definidos separadamente, podem surgir problemas de posicionamento, cabeamento, operação ou manutenção.

Já o planejamento integrado permite considerar desde o início:

  • acústica;
  • iluminação;
  • conectividade;
  • posicionamento de câmeras;
  • captação e reprodução de áudio;
  • displays;
  • mobiliário;
  • automação;
  • plataformas;
  • gerenciamento;
  • manutenção.

O resultado é um ambiente no qual a tecnologia não parece adicionada posteriormente, mas integrada à experiência do espaço.

Como a Wetalk.it participa de projetos de novas sedes?

Projetar uma nova sede envolve decisões que vão muito além da escolha de equipamentos. É preciso entender como cada ambiente será utilizado e quais recursos precisam estar disponíveis para que a operação aconteça.

A Wetalk.it atua na camada tecnológica desses projetos, avaliando necessidades, infraestrutura e características dos espaços para definir soluções de comunicação e colaboração adequadas.

O trabalho pode envolver:

  • levantamento das necessidades;
  • arquitetura tecnológica;
  • dimensionamento de áudio e vídeo;
  • especificação de equipamentos;
  • integração de videoconferência;
  • automação de ambientes;
  • salas inteligentes;
  • espaços colaborativos;
  • auditórios;
  • implementação e configuração;
  • treinamento;
  • suporte e evolução.

O objetivo não é colocar tecnologia indiscriminadamente em todos os espaços. É definir qual solução faz sentido para cada ambiente, considerando uso, usuários, infraestrutura e possibilidade de evolução.

Novas sedes são novos espaços para trabalhar, colaborar e se conectar

As novas sedes corporativas mostram que o escritório está deixando de ser pensado apenas como um conjunto de posições de trabalho.

Salas componíveis, ambientes colaborativos, auditórios, espaços de convivência, áreas de concentração e estruturas para reuniões híbridas podem coexistir dentro de uma mesma sede.

Nesse cenário, a tecnologia também precisa deixar de ser tratada como um elemento separado. Câmeras, áudio, displays, videoconferência, compartilhamento e automação precisam acompanhar a arquitetura e a forma como cada ambiente será utilizado.

Sua empresa está planejando uma nova sede ou modernizando os ambientes atuais? A Wetalk.it pode ajudar a transformar as necessidades do projeto em uma infraestrutura de comunicação e colaboração preparada para a rotina da empresa.

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